09/02/2017 18:43

Você utiliza mapas para se localizar?

Como as pessoas se localizavam no século XVIII?



Antes dos satélites, dos sensores e das fotografias aéreas os mapas já eram confeccionados e estabelecidos como meios de orientação geográfica. Muito menos precisos, é verdade, mas fundamentais e diferenciais para quem desejasse possuir um bom conhecimento do território.

Todo mapa joga com o imaginário coletivo, já que é uma representação da realidade. A realidade pode ser representada de várias formas, segundo várias visões. E um mapa, por mais que não seja bem fundamentado em determinada realidade, pode ser aceito se muitas vezes reproduzido. É a imagem espacial que as pessoas terão do território em que convivem. Com os recursos atuais, é possível muito mais precisão que imaginação dos mapas. Mas imagine como isso funcionava no século XVIII?

Além da localização pelo céu, alguns instrumentos rudimentares mediam distâncias e elevações.  A partir disso, os cartógrafos faziam projeções sobre outras áreas não alcançadas a olho nu. Percebam o quanto era importante um conhecimento de geologia e geomorfologia para ser capaz de supor com algum acerto como seria o relevo de uma área onde você não esteve. Por isso que quanto melhor a cartografia oficial, mais vantagem em guerras os exércitos tinham para planejar e executar planos de ataque e defesa. Imagine um prejuízo causado por uma distância mal calculada?

A técnica utilizada para elaborar tal arte é um dos maiores tesouros presentes nesses tipos de mapas, fazendo com que seus valores alcancem altas cifras, dependendo – claro – da conjuntura para a qual aquele mapa foi utilizado. E ainda há elementos interessantes, como os símbolos utilizados para representar áreas “não fundamentais”, como oceanos ou montanhas distantes. Pássaros típicos, monstros mitológicos, tipos étnicos... Muitas figuras eram utilizadas para compor o imaginário, seja ele exótico, perigoso ou atraente.

Os mapas atuais fornecem infinitas novas possibilidades e continuam sendo o braço direito da gestão territorial de cidades e países. A construção da identidade do mapa fica a cargo das informações escolhidas para serem representadas. São tantas as possibilidades que a escolha significa uma identidade conferida ao mapa. Os mapas são elementos do poder, e nunca serão completamente mudos!

#MapaDaMina