20/09/2016 13:59

Tristes notícias do meio ambiente

Um recipiente de resíduos vegetais para compostagem em Estepona expostos à poluição 10.000 habitantes, mais de 1.000 poços ilegais são a drenagem do aquífero de Doñana, uma das zonas úmidas mais importantes da Europa e as emissões de carbono a aumentar mais rapidamente em nosso país do resto da Europa



Nos dias atuais vivemos uma grande oferta de produtos e serviços em nossa sociedade. Situação que facilita a nossa vida proporcionando mais conforto. Já imaginou se todo o alimento que consumimos tivéssemos que plantar e colher? Você conseguiria? Mas evidentemente, toda essa comodidade tem um preço, não só no gasto financeiro, mas também no custo ambiental. Afinal para produzir muito, em geral, procura-se por mais fontes de matéria-prima que pode conduzir a mais degradação ambiental. Esse impacto pode ocorrer tanto na busca por mais terras para o plantio quanto no uso de petróleo para a elaboração das embalagens. É claro, que o incremento tecnológico do processo poderia reduzir um pouco esse impacto negativo. Mas ainda estamos bem distante de tomar ações reais e de grande significância.

Além disso, o que fazemos com o lixo gerado após consumirmos todos os produtos. A saída mais rotineira adotada é o descarte em aterros sanitários (contudo, sabemos da existência de inúmeros lixões ainda em funcionamento), onde a deposição do lixo ocorre de forma ordenada reduzindo os impactos ambientais mais comuns – como a contaminação do solo e do lençol freático, disseminação de pragas e vetores de doenças, emissão de metano para a atmosfera, entre outros. No entanto, os aterros sanitários são apenas um local de acondicionamento do lixo, onde após o esgotamento do seu espaço uma nova área será construída em outro lugar para o mesmo fim. Dessa forma, seguiremos multiplicando aterros sanitários. Situação que está sendo adotada em Estepona. Situada na costa do Mediterrâneo a cerca de 45km do aeroporto de Gibraltar, Estepona é uma região rodeada pelas montanhas da Sierra Bermeja ao norte e pelo Mediterrâneo, ao sul. Além das montanhas diversas praias constituem a paisagem, sendo um grande atrativo ao turismo na região.

A opção pela incineração não é tão simples pois a queima do lixo pode liberar até 27 tipos de metais pesados, que podem levar a formação de chuva ácida. Como podemos perceber não temos uma solução eficaz, temos apenas uma medida paliativa, equivalendo a fazer um curativo superficial na pele enquanto a artéria continua rompida.

E o volume de lixo continua a aumentar, vejam só os dados abaixo:

- A geração de lixo no Brasil aumentou 29% de 2003 a 2014, o equivalente a cinco vezes a taxa de crescimento populacional no período, que foi 6%, de acordo com levantamento divulgado hoje (27) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). A quantidade de resíduos com destinação adequada, no entanto, não acompanhou o crescimento da geração de lixo. No ano passado, só 58,4% do total foram direcionados a aterros sanitários.Mais de 41% das 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos gerados no país em 2014 tiveram como destino lixões e aterros controlados. Segundo a Abrelpe, esses locais são inadequados e oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde. No ano anterior, o percentual foi 41,7%. A metodologia da pesquisa envolveu 400 municípios, o equivalente a 91,7 milhões de pessoas. Por dia, o brasileiro gera, em média, 1,062 quilo de lixo.Esses dados mostram que mais de 78 milhões de brasileiros, ou 38,5% da população, não têm acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos sólidos. Além disso, mais de 20 milhões de pessoas não dispõem de coleta regular de lixo, pois cerca de 10% dos materiais gerado não são recolhidos. O volume de lixo produzido aumentou 2,9%, entre 2013 e 2014. A coleta de resíduos, por sua vez, melhorou 3,2%.Esta é a primeira pesquisa que retrata a situação da gestão dos resíduos, depois da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010. Em relação à reciclagem, a pesquisa revela uma evolução de 7,2 ponto percentual. Em 2010, apenas 57,6% dos municípios tinham alguma iniciativa de coleta seletiva. No ano passado, o percentual aumentou para 64,8%.  

Portanto, a grande saída é a mudança de atitude, principalmente via investimento na educação. Reduzir e reavaliar o consumo excessivo e desnecessário, uso adequado de embalagens (retornáveis e biodegradáveis) e reuso/reciclagem de materiais, devem ser ações primárias da indústria, ou melhor, de toda a sociedade.

#LixoÉMateriaPrima